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Mandaram matar

Atirador é preso e diz que facção mandou matar sargento da Marinha em Cáceres

Dois homens foram presos e cinco adolescentes apreendidos menos de 24 horas após o crime; arma que teria sido usada na execução também foi localizada.

Crédito: Reprodução
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Menos de 24 horas após o assassinato do primeiro-sargento da Marinha Anderson de Alencar Batista, de 43 anos, sete pessoas foram levadas para a delegacia em Cáceres, entre elas dois adultos e cinco adolescentes. A operação também resultou na apreensão da arma que, segundo a polícia, teria sido utilizada no crime.

Anderson foi morto a tiros na madrugada desta quarta-feira (30), no bairro Jardim Universitário, depois de sair de casa para verificar o disparo do alarme provocado pelo rompimento da cerca elétrica do imóvel.

Durante as diligências, policiais localizaram um revólver calibre .38 escondido em uma residência no bairro Residencial Valter Fidelis. No local, uma adolescente apontada como responsável por guardar o armamento foi apreendida.

Na sequência, equipes abordaram um Volkswagen Polo branco onde estavam dois suspeitos. Um deles é apontado como responsável pela condução do veículo utilizado na ação, enquanto o outro é suspeito de ter efetuado os disparos contra o militar.

Foi durante os depoimentos que surgiu uma nova linha para a investigação. O homem apontado como atirador relatou à polícia que o crime teria sido ordenado por integrantes do Comando Vermelho, que, segundo a versão apresentada, teriam determinado a execução de dois homens que estariam na residência.

Ainda conforme o relato, o suspeito teria cortado propositalmente a cerca elétrica da casa para provocar o acionamento do alarme. Depois, se escondeu em uma área de mata próxima ao imóvel e permaneceu em uma chamada de vídeo com os supostos mandantes.

Segundo a versão apresentada pelo investigado, os integrantes da facção teriam acompanhado a situação pela câmera do celular. Quando Anderson saiu para verificar o alarme, os supostos mandantes teriam visto o militar e determinado que ele fosse baleado.

A polícia também identificou a participação de adolescentes no apoio à ação. Um deles teria transportado a arma até o endereço onde ela foi escondida, enquanto outros são apontados como responsáveis por auxiliar na fuga, esconderijo dos envolvidos e ocultação do armamento após o homicídio.

Além do revólver, foram apreendidos nove munições calibre .38, cinco celulares, um capacete, uma peça de roupa e R$ 37 em dinheiro. Os materiais deverão ser analisados durante a investigação.

A ação reuniu equipes do 6º Batalhão da Polícia Militar, Força Tática, Grupo Especial de Fronteira (Gefron) e Polícia Rodoviária Federal (PRF), que realizaram buscas em diferentes pontos de Cáceres e da região de fronteira.

Apesar do relato feito pelo suspeito, a polícia ainda precisa confirmar a participação e a possível ordem de integrantes da facção, além de esclarecer quem seriam os homens que, segundo a versão apresentada, seriam os alvos originais da ação.

Os dois adultos permaneceram presos e os cinco adolescentes foram encaminhados às autoridades competentes. A Polícia Civil segue com a investigação para esclarecer a motivação do assassinato e definir a participação individual de cada envolvido.

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Fonte: PMMT

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