
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou que pretende aprovar, até o fim de 2026, mais oito registros de medicamentos análogos de GLP-1, conhecidos popularmente como canetas emagrecedoras. A expectativa da agência é que a ampliação da oferta aumente a concorrência entre os fabricantes, reduza os preços e diminua a procura por produtos irregulares vendidos no mercado paralelo.
A informação foi confirmada nesta terça-feira (5) pelo presidente da Anvisa, Leandro Safatle, durante conversa com jornalistas. Segundo ele, o órgão tem acelerado a análise dos pedidos de registro e trabalha para eliminar a fila de processos ainda este ano.
Somente em 2026, a Anvisa já autorizou o registro de seis medicamentos desse segmento. Em maio, foi aprovado o Ozivy, fabricado pela EMS. Na última semana, outros cinco produtos à base de semaglutida também receberam autorização para comercialização no país.
Os medicamentos aprovados neste ano são:
Todos utilizam a semaglutida, substância empregada no tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade, e entram no mercado como alternativas aos medicamentos já conhecidos pelos consumidores.
De acordo com Leandro Safatle, o aumento do número de fabricantes tende a tornar os medicamentos mais acessíveis financeiramente. Segundo ele, a redução dos preços também ajuda a combater o comércio ilegal de canetas emagrecedoras, já que o alto custo dos produtos originais é um dos fatores que impulsionam a compra de itens contrabandeados ou sem registro sanitário.
Além da ampliação dos registros, a Anvisa informou que pretende reforçar a fiscalização sobre esses medicamentos. A agência trabalha na assinatura de um acordo de cooperação com a autoridade sanitária do Paraguai para facilitar a troca de informações sobre produtos irregulares, uma vez que grande parte das apreensões realizadas pela Polícia Federal ocorre na fronteira terrestre entre os dois países.
Safatle também destacou que, até o momento, nenhum dos pedidos de registro de canetas emagrecedoras em análise foi apresentado por empresas paraguaias.
Outro ponto citado pelo presidente da Anvisa é que o preço elevado continua sendo um dos principais obstáculos para ampliar o acesso a esses medicamentos. Esse fator, inclusive, pesou na decisão da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), que não recomendou a incorporação das canetas emagrecedoras ao Sistema Único de Saúde (SUS) devido ao elevado impacto financeiro estimado para os cofres públicos.
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