O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) admitiu nesta quarta-feira (7) que pode encerrar a carreira política após não conseguir a reeleição para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Aos 79 anos, ele afirmou que a própria idade já pesa na decisão e revelou que a possibilidade de deixar a vida pública já havia sido considerada antes mesmo da campanha eleitoral.
“A própria idade já recomenda, e eu já fui tudo. Já tinha pensado nisso, vocês lembram que não era meu pensamento entrar nesta campanha”, afirmou Júlio durante a sessão da Assembleia.
O parlamentar recebeu 18.517 votos nas eleições de domingo (4) e terminou como primeiro suplente da Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas. Com o resultado, ele não estará entre os 24 deputados que assumirão a próxima legislatura, salvo eventual convocação por mudança na composição da bancada.
Apesar de falar em aposentadoria, Júlio não fechou completamente a porta para uma nova disputa. Ele voltou a mencionar a possibilidade de morar em Chapada dos Guimarães e concorrer a vereador, cargo que ainda não ocupou em sua longa trajetória política.
“Estou pensando. Quero morar lá. Se não for vereador, pelo menos morar, pois é menos calor que aqui e Várzea Grande”, disse.
A hipótese de disputar uma cadeira na Câmara de Chapada já havia sido mencionada pelo deputado anteriormente. Agora, após o resultado das urnas, a ideia ganhou força como uma possível maneira de encerrar a trajetória eleitoral. Júlio afirmou que, aos 80 anos que completará em dezembro, ainda tem disposição para a vida pública.
Ao relembrar a carreira, o deputado destacou ter ocupado os principais cargos políticos de Mato Grosso. Foi prefeito de Várzea Grande, deputado federal por três mandatos, governador do Estado, senador e deputado estadual, além de ter sido conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso.
A derrota também marca uma mudança para a família Campos. Com o fim do mandato de Jayme Campos no Senado em janeiro de 2027, a família, que mantém presença na política mato-grossense há décadas, ficará sem um integrante com mandato eletivo, caso não haja uma nova eleição ou mudança nesse cenário.
Júlio, porém, evitou tratar o episódio como uma despedida definitiva. “O futuro a Deus pertence”, declarou.
Aos 79 anos, ele encerra o atual mandato na Assembleia em dezembro e ainda poderá decidir entre deixar definitivamente as disputas eleitorais ou tentar uma última passagem pela política municipal de Chapada dos Guimarães.
Veja Vídeo: