A Polícia Civil encontrou uma ossada humana em uma área de mata de Nova Nazaré, nesta quarta-feira (7), durante a Operação Revelare, deflagrada para esclarecer o desaparecimento de um homem identificado como Rafael Ferreira Gonçalves. Próximo aos restos mortais, os investigadores localizaram peças de roupas semelhantes às utilizadas por ele antes de desaparecer.
O material foi recolhido e encaminhado à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que fará os exames necessários para confirmar a identidade. Apesar dos indícios encontrados no local, a identificação oficial ainda não foi concluída.
A investigação aponta que Rafael havia ido a Nova Nazaré para trabalhar com serviços de refrigeração e, posteriormente, teria passado a ser alvo de integrantes de uma facção criminosa. Segundo a apuração policial, ele teria afirmado pertencer a uma organização rival, o que teria provocado a reação do grupo que atua na região.
A principal linha investigativa é de que Rafael tenha sido levado para uma residência e submetido ao chamado “tribunal do crime”. Em entrevista após a operação, o delegado Danilo Barbosa afirmou que a investigação aponta que ele foi morto por estrangulamento. Depois, o corpo teria sido levado e deixado em uma área rural de difícil acesso.
Ainda segundo o delegado, um incêndio atingiu posteriormente a região onde o cadáver havia sido deixado e carbonizou o corpo, restando apenas a ossada localizada pela polícia durante as buscas.
Quatro pessoas presas
Durante a Operação Revelare, quatro pessoas foram presas. Entre elas estão três homens, de 19, 27 e 49 anos, e uma mulher. Dois dos investigados eram alvos de mandados de prisão expedidos pela 1ª Vara Criminal de Água Boa.
A mulher também foi presa em flagrante por tráfico de drogas, assim como os outros dois homens. A Polícia Civil apura a participação de cada investigado na morte e na ocultação do corpo.
Um dos alvos da operação não foi localizado e permanece foragido, com mandado de prisão em aberto.
A ação foi coordenada pela Delegacia de Água Boa, com apoio da Delegacia de Nova Xavantina. A investigação continua para concluir a identificação da ossada, localizar o foragido e reunir todas as provas sobre o desaparecimento e a morte de Rafael.