A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (8), a Operação Fio, contra um grupo investigado por tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de capitais. Ao todo, são cumpridas 26 ordens judiciais em Mato Grosso e no litoral sul de São Paulo.
A operação reúne cinco mandados de prisão preventiva, nove de busca e apreensão e 12 ordens de bloqueio de ativos financeiros. As medidas foram autorizadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias, no Polo Cuiabá, a partir de uma investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc).
As diligências ocorrem em Cuiabá, Várzea Grande e Mirassol D’Oeste, além de cidades do litoral paulista. A ação conta com apoio do Departamento Estadual de Investigações Criminais de São Paulo/Santos, da Delegacia de Mirassol D’Oeste e da Coordenadoria de Enfrentamento ao Crime Organizado (Cecor).
Segundo a Polícia Civil, a investigação encontrou indícios de que diferentes integrantes atuavam no comércio de drogas e na movimentação de dinheiro ligado às atividades criminosas. Também foram identificadas transações financeiras incompatíveis com a capacidade econômica declarada de alguns investigados, além da possível utilização de pessoas físicas e empresas para movimentar ou ocultar valores.
Os bloqueios determinados pela Justiça foram definidos de acordo com cada alvo e podem chegar a R$ 1,4 milhão. A medida busca impedir a movimentação ou dissipação de recursos que possam estar relacionados aos crimes investigados.
Alvo sobreviveu a ataque em hotel
Um dos alvos da operação é Hebert Felipe de Almeida Vieira, de 36 anos, preso no litoral sul de São Paulo. Ele havia sobrevivido a uma tentativa de homicídio dentro de um hotel em Várzea Grande, em agosto.
Segundo as informações divulgadas sobre o caso, homens armados invadiram o estabelecimento e fizeram vários disparos na direção dele, mas Hebert não foi atingido. Depois do ataque, deixou a região e foi localizado posteriormente em Santos, onde acabou preso durante a Operação Fio. A relação entre o atentado e as demais atividades investigadas ainda é apurada.
Outro alvo da operação é Elielson Gonçalves, preso em Cuiabá. Conforme as investigações, ele seria ligado à distribuição de entorpecentes na capital. A Polícia Civil também analisa a possível participação de outras pessoas na estrutura e na movimentação financeira do grupo.
O material apreendido durante o cumprimento dos mandados será analisado pelos investigadores. A operação busca identificar a participação individual dos suspeitos, esclarecer a origem dos recursos movimentados e apontar outros possíveis integrantes da organização.