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Polícia mira influenciadora de VG e marido por apostas ilegais e bloqueia R$ 102,4 milhões

Fernanda Matos e Diego Matos. A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (14), a Operação Aposta Final, que tem como alvos a influenciadora digital

Crédito: Redes Sociais
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Fernanda Matos e Diego Matos.Fernanda Matos e Diego Matos.

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (14), a Operação Aposta Final, que tem como alvos a influenciadora digital Fernanda Matos, de Várzea Grande, e o marido dela, Diego Matos. A investigação apura suspeitas de divulgação e exploração de jogos de azar ilegais e lavagem de dinheiro. A Justiça autorizou o bloqueio de até R$ 102,4 milhões em ativos financeiros ligados aos investigados.

 

Ao todo, foram determinadas 19 medidas judiciais, incluindo mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e comerciais, buscas em quatro veículos, suspensão das atividades econômicas e financeiras de duas empresas, quebra de sigilo de dados telemáticos e bloqueio de um site usado para divulgar apostas. A influenciadora também foi proibida de criar, acessar ou utilizar redes sociais e plataformas digitais para promover jogos e apostas.

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A operação é conduzida pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), com autorização do Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias, em Cuiabá. As buscas atingem locais ligados ao casal em Várzea Grande e Cuiabá, incluindo uma residência, um salão de beleza e um açougue. Entre os veículos que podem ser apreendidos estão duas Toyota Hilux, uma Volkswagen Saveiro e um Volkswagen Nivus GTS.

As investigações começaram após uma denúncia recebida em agosto deste ano, que apontava possível ligação entre uma facção criminosa, a divulgação de plataformas de apostas on-line e práticas de lavagem de dinheiro. Durante a apuração, os policiais identificaram publicações de Fernanda com links que direcionavam seguidores para uma plataforma de jogos.

Segundo a Polícia Civil, pagamentos feitos pelos usuários via Pix eram destinados a duas empresas que não constavam na lista oficial da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda como autorizadas a operar apostas de quota fixa.

Uma dessas empresas movimentou mais de R$ 102,4 milhões entre 14 de maio e 12 de julho de 2026, somando entradas e saídas de recursos. Os investigadores consideraram suspeita a sequência de recebimentos e repasses e apuram se as empresas eram utilizadas para movimentar dinheiro proveniente das apostas. O valor corresponde à movimentação financeira identificada no período, não necessariamente a lucro ou patrimônio dos investigados.

A polícia também apontou uma evolução patrimonial que considera incompatível com os rendimentos lícitos declarados, citando veículos de alto valor, um imóvel residencial e despesas com viagens internacionais. Os bens e registros financeiros são alvo de análise para rastrear a origem e o destino dos recursos.

A investigação continua para esclarecer como funcionava a estrutura de divulgação das apostas, identificar os responsáveis pela operação da plataforma e verificar a participação de outras pessoas. Até o momento, as medidas divulgadas são cautelares e os fatos seguem sob investigação, sem que isso represente condenação dos alvos.

 


 

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Fonte: Polícia Civil de Mato Grosso

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