Estabelecimentos comerciais instalados sob linhas de transmissão de energia elétrica foram alvo de fiscalização e interdição durante a Operação Choque de Ordem, realizada nesta sexta-feira (6), no bairro Santa Terezinha, em Cuiabá. A ação reúne equipes da Prefeitura e da concessionária Energisa e tem como objetivo retirar estruturas construídas em uma área considerada de risco, protegendo comerciantes, clientes e moradores que circulam pelo local.
Durante a operação, a Energisa realiza o desligamento dos pontos de energia instalados irregularmente, enquanto equipes municipais acompanham a fiscalização e a interdição dos estabelecimentos. Os responsáveis recebem orientações sobre a necessidade de desocupar o espaço e transferir as atividades comerciais para locais adequados.
Segundo a Prefeitura, os comerciantes já haviam sido notificados sobre a irregularidade em outubro de 2025. Apesar disso, algumas atividades continuaram funcionando na área. Durante a ação, comerciantes relataram que trabalham no local há mais de dez anos.
As estruturas estão dentro da faixa de servidão das linhas de transmissão, área reservada para segurança e manutenção da rede elétrica. Por ser considerada não edificável, a faixa não permite a instalação de construções ou atividades que comprometam o acesso e a operação da infraestrutura. A preocupação aumenta durante o período chuvoso, quando as condições climáticas podem elevar os riscos de descargas elétricas e acidentes.
O secretário adjunto de Regulação e Fiscalização, Robson Pereira dos Santos, afirmou que a atuação conjunta busca orientar os comerciantes e viabilizar a retirada das atividades da área. Já o secretário adjunto especial de Relações de Ordem Pública, Max Aguiar, ressaltou que a intenção da Prefeitura não é impedir o trabalho dos comerciantes, mas garantir que os negócios funcionem em condições seguras e dentro das normas.
A administração municipal informou que a operação busca conciliar a atividade econômica com a proteção da vida, uma vez que a permanência de pessoas e estabelecimentos sob linhas de alta tensão representa risco para trabalhadores, consumidores e a população.