
Uma noite de festa e competição terminou em tragédia na zona rural de São José do Xingu, no norte de Mato Grosso. Cleison Souza Nunes, de 44 anos, foi morto a tiros durante uma prova de tambor realizada em uma propriedade rural na madrugada deste domingo (16).
Segundo a Polícia Militar, o crime aconteceu depois de uma discussão relacionada ao volume do som que estava sendo utilizado no evento. Testemunhas relataram que Cleison já havia sido advertido anteriormente para reduzir o barulho.
O suspeito apontado no registro policial seria o organizador da festa e proprietário da chácara onde ocorria a competição. Depois do crime, ele fugiu e ainda não havia sido localizado.
A PM foi acionada por volta de 0h50, após receber informações sobre um possível homicídio no Rancho Leal. Os policiais já haviam estado na propriedade antes do crime para realizar o policiamento durante a prova de tambor.
Quando retornaram ao local após o chamado, encontraram Cleison caído. Uma equipe médica que prestava atendimento aos participantes e ao público já havia constatado a morte.
De acordo com as testemunhas ouvidas inicialmente, Cleison estava acompanhado de um primo próximo a um veículo equipado com um sistema de som que seria utilizado para animar a festa após o encerramento da competição.
O volume estaria alto e, segundo os relatos repassados à polícia, essa não teria sido a primeira reclamação.
Ainda conforme as testemunhas, o organizador deixou a região da pista de tambor e caminhou até o ponto onde estavam Cleison e o primo. O que aconteceu em seguida ainda está sendo apurado, mas o suspeito teria sacado uma arma e feito cerca de cinco disparos.
Os tiros atingiram Cleison pelas costas.
A vítima caiu no local e não resistiu.
O suspeito deixou a propriedade logo depois. A Polícia Militar não conseguiu confirmar se ele saiu sozinho, a pé ou com ajuda de outra pessoa. O veículo que pertencia a ele, porém, permaneceu dentro da chácara.
Após a confirmação da morte, a PM isolou a área para preservar os possíveis vestígios e impedir que objetos fossem retirados ou que a cena sofresse alterações antes da chegada da perícia.
A Polícia Civil e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foram acionadas para realizar os procedimentos necessários.
O corpo foi encaminhado para os exames periciais que deverão ajudar a esclarecer a dinâmica dos disparos e outros detalhes do homicídio.
A investigação também deverá ouvir novas testemunhas e buscar informações que possam esclarecer exatamente como começou a discussão e o que ocorreu nos instantes anteriores ao ataque.
Até o momento, o principal suspeito continua sendo procurado.
O caso foi registrado como homicídio doloso consumado e ficará sob responsabilidade da Polícia Civil.
A prova de tambor é uma modalidade equestre em que o competidor precisa contornar três tambores montado a cavalo, cumprindo o percurso no menor tempo possível. No evento que terminou em tragédia, a competição já havia movimentado a propriedade quando a discussão pelo som terminou em violência.
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