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Wellington Fagundes concentra maior gasto jurídico; Natasha Slhessarenko tem o contrato individual mais caro entre as produtoras de conteúdo eleitoral
As campanhas ao Governo de Mato Grosso já movimentaram pelo menos R$ 4,89 milhões em contratos de advocacia e produção audiovisual. Do total, R$ 1,69 milhão foi destinado a serviços jurídicos, enquanto R$ 3,2 milhões foram declarados para produtoras de filmes, vídeos e outros serviços audiovisuais.
Os números aparecem nas prestações de contas parciais entregues à Justiça Eleitoral e consideram apenas fornecedores cuja atividade ou finalidade está claramente identificada nas planilhas.
O prazo para a entrega dos dados terminou neste domingo (13), com informações sobre receitas e despesas das campanhas até 8 de setembro. As contas ainda serão analisadas pela Justiça Eleitoral.
Entre os candidatos, Wellington Fagundes (PL) aparece disparado na liderança dos gastos jurídicos.
A campanha do senador declarou R$ 1,1 milhão pagos a três escritórios de advocacia. O maior contrato, de R$ 700 mil, foi firmado com a D’Moura & Ianhes Sociedade de Advogados.
Outros R$ 200 mil foram destinados à Weliton Wagner Garcia Sociedade Individual de Advocacia, enquanto mais R$ 200 mil foram pagos à Maurício José Camargo Castilho Soares Sociedade Individual de Advocacia.
Na produção audiovisual, Wellington também aparece entre os que mais desembolsaram.
Foram declarados R$ 650 mil para a T2 Comunicação, Vídeo e Produções e outros R$ 600 mil para a Pantanal Filmes Áudio e Imagem.
Somados, os dois contratos chegam a R$ 1,25 milhão.
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) declarou R$ 450 mil em despesas com serviços jurídicos. O valor foi pago à Cyrineu Advogados.
Já na produção de conteúdo eleitoral, a campanha declarou R$ 700 mil para a Plano B Produtora de Filmes e R$ 300 mil para a Moviemento Produção Cinematográfica.
Os dois contratos representam R$ 1 milhão em despesas audiovisuais.
A candidata Natasha Slhessarenko (PSD) declarou R$ 140 mil em serviços advocatícios.
O valor inclui R$ 100 mil para Zamar Taques Advogados Associados e R$ 40 mil para Hermes Rosa de Moraes Sociedade Individual de Advocacia.
Mas é na produção de vídeos que Natasha aparece com um dos números mais expressivos do levantamento.
A campanha declarou R$ 950 mil pagos à QAQ Produções de Filmes e Vídeos, o maior contrato individual identificado entre as produtoras de conteúdo eleitoral analisadas.
Natasha também registrou despesas com empresas de comunicação e marketing: R$ 465 mil para a Pirajá Comunicação e Marketing Digital e R$ 250 mil para a Opaio Serviços de Comunicação.
Esses valores, porém, não entram no cálculo específico de produção audiovisual, já que as informações disponíveis não permitem determinar quanto dos contratos foi efetivamente destinado à produção dos programas eleitorais.
Nas contas analisadas de Rafaell Milas (Missão) e Maurício Coelho (Mobiliza), não foram encontrados fornecedores identificados de forma explícita como escritórios de advocacia.
Milas declarou R$ 3,5 mil para a Wel Produções e Eventos, mas a descrição disponível não permite afirmar que o valor tenha sido utilizado especificamente na produção dos programas eleitorais.
Já Maurício Coelho não apresenta, no levantamento analisado, despesa identificável nessa categoria.
O candidato Sargento Laudicério (Agir) não declarou despesas nas categorias consideradas neste levantamento.
Considerando somente os contratos cuja finalidade aparece claramente descrita nas prestações de contas, Wellington Fagundes, Otaviano Pivetta e Natasha Slhessarenko concentram:
Na produção audiovisual, a divisão ficou assim:
Wellington Fagundes: R$ 1,25 milhão
Otaviano Pivetta: R$ 1 milhão
Natasha Slhessarenko: R$ 950 mil
Os valores são aqueles declarados pelas próprias campanhas e ainda podem ser analisados e questionados pela Justiça Eleitoral.
As receitas e despesas das candidaturas estão disponíveis para consulta pública nos sistemas de prestação de contas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Atenção: os números podem sofrer alterações conforme novas declarações sejam apresentadas ou os dados sejam revisados pela Justiça Eleitoral.