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RACHADURA NO UNIÃO

Jayme pede afastamento do União Brasil para apoiar Fagundes em MT

Senador quer ficar 45 dias afastado das atividades eleitorais do partido e diz haver divergência entre suas convicções e as candidaturas apoiadas pela legenda

O senador Jayme Campos (União Brasil-MT) pediu afastamento temporário das atividades partidárias eleitorais do União Brasil por 45 dias. O requerimento foi apresentado à Executiva Estadual da legenda no dia 16 de setembro.

No documento, Jayme afirma existir uma “divergência de natureza político-eleitoral” em relação aos rumos adotados pelo partido em Mato Grosso e aponta incompatibilidade entre suas convicções e o apoio às candidaturas estaduais defendidas pela sigla.

O senador, porém, deixa claro que não pretende deixar o União Brasil. Ele continuará integrando a bancada do partido no Senado e mantendo seus compromissos parlamentares. O afastamento solicitado é específico para as atividades e orientações eleitorais no estado.

Atualmente, Jayme ocupa o cargo de primeiro vice-líder do União Brasil no Senado e tem mandato parlamentar até 2027.

Jayme quer liberdade para apoiar Fagundes

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No requerimento, o senador afirma que a divergência é circunstancial e está relacionada às escolhas e à estratégia eleitoral adotadas pelo União Brasil em Mato Grosso.

Segundo Jayme, o estatuto da legenda garante aos filiados o direito de manifestar suas convicções políticas e defender posicionamentos pessoais sobre temas de interesse partidário. Ao mesmo tempo, ele reconhece que as regras internas também estabelecem obrigações de apoio às candidaturas e participação nas campanhas.

É justamente nesse ponto que o senador fundamenta o pedido de afastamento.

A intenção é ficar temporariamente dispensado dessas obrigações eleitorais para poder manifestar apoio pessoal ao candidato que escolher, sem que isso represente uma desfiliação do partido.

Na prática, a medida abre espaço para que Jayme mantenha sua posição política favorável ao senador Wellington Fagundes (PL) na disputa pelo Governo de Mato Grosso.

Convenção definiu aliança com Pivetta

O movimento acontece depois do confronto interno que marcou a definição do União Brasil para a eleição estadual.

Jayme queria disputar o Governo de Mato Grosso pelo partido e defendia uma candidatura própria da legenda. Já o então presidente estadual do União Brasil, Mauro Mendes, trabalhava pela aliança com o governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

A disputa foi levada para a convenção partidária realizada em 30 de julho.

Na votação, a proposta de aliança com Pivetta recebeu a maioria dos votos dos convencionais, enquanto a candidatura de Jayme não foi aprovada.

O próprio senador reconheceu o resultado durante pronunciamento no Senado, afirmando que, apesar da derrota de sua candidatura na convenção, respeitava a decisão tomada pela maioria.

Apoio a Fagundes ganhou força

Depois da decisão interna do partido, Jayme passou a se afastar politicamente da candidatura apoiada pelo União Brasil e tornou público seu apoio a Wellington Fagundes.

O novo pedido formaliza essa posição ao buscar uma espécie de liberdade partidária temporária durante o período eleitoral.

O documento também ressalta que Jayme não pretende questionar ou modificar as candidaturas, alianças ou decisões coletivas já aprovadas pelo União Brasil.

O objetivo declarado é individual: ficar afastado das obrigações eleitorais estaduais por 45 dias e manter o vínculo com o partido.

A movimentação acrescenta mais um capítulo à disputa interna do União Brasil em Mato Grosso e expõe a divisão entre a posição adotada pela direção estadual e o caminho político escolhido por Jayme Campos.

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