Ex-aliados

O ex-governador e candidato ao Senado Mauro Mendes (União) aumentou o tom do confronto com o senador e candidato ao Governo de Mato Grosso Wellington Fagundes (PL) neste sábado (26). Em um vídeo publicado nas redes sociais, Mauro contestou a afirmação de Wellington de que a gestão estadual teria como principal obra concluída o Hospital Central e apresentou uma série de investimentos para sustentar sua resposta.
Mauro disse que o adversário estaria fazendo afirmações que classificou como “mentiras” e “politicagem”. Na gravação, ele afirmou que o Estado entregou ou colocou em andamento outras grandes obras na área da saúde e citou o Hospital Estadual do Alto Tapajós, em Alta Floresta, o Hospital Central, a Santa Casa de Cuiabá e o Hospital Universitário Júlio Müller. O hospital de Alta Floresta foi efetivamente inaugurado em março de 2026, enquanto as obras do novo Júlio Müller estavam em fase avançada naquele período.
“Eu vim ajudar o Wellington a parar de passar vergonha”, afirmou Mauro no vídeo. Ele também declarou que, nos últimos anos, o governo estadual construiu sete hospitais, sendo três já prontos, segundo a própria fala. A apresentação diverge de manifestações anteriores do candidato, que havia mencionado seis grandes hospitais em construção e três já entregues, por isso o número deve ser tratado como uma afirmação de Mauro, não como dado independente consolidado.
Na sequência, o ex-governador ampliou a resposta para outras áreas. Citou mais de 7 mil quilômetros de asfalto novo, obras realizadas em parceria com municípios, escolas, iluminação pública, pontes e investimentos destinados às forças de segurança. O número de 7 mil quilômetros também aparece na comunicação oficial da campanha de Mauro.
Um dos principais recursos usados no vídeo foi a exibição de imagens de Wellington Fagundes participando de solenidades e inaugurações de obras durante a gestão de Mauro. O material foi apresentado pelo candidato ao Senado como contraponto às críticas atuais do adversário. Wellington, por sua vez, também reivindica participação em investimentos realizados em Mato Grosso por meio de recursos e articulações em Brasília.
Depois de discutir as obras, Mauro passou para ataques pessoais. Ele afirmou que Wellington teria feito “muito pouco” em mais de três décadas de vida pública e classificou as críticas como resultado de “dor de cotovelo”. A fala integra o embate eleitoral entre os dois candidatos e representa a posição apresentada por Mauro no vídeo.
No final da gravação, Mauro mencionou um episódio de 1996 relacionado a um suposto pedido de reembolso de US$ 40 mil apresentado por Wellington à Câmara dos Deputados. Segundo relatos jornalísticos retomados nos últimos dias, o procedimento teria sido informado como uma cirurgia de hemorroidas, enquanto posteriormente teria sido apontado como um transplante capilar realizado nos Estados Unidos. O episódio é apresentado em reportagens como um relato histórico atribuído ao jornalista Cláudio Humberto.
Ao fazer referência ao caso, Mauro ironizou o adversário e disse que o implante capilar teria afetado sua “capacidade cognitiva de falar a verdade”. A declaração foi feita como provocação política no encerramento do vídeo e não corresponde a qualquer avaliação médica sobre Wellington.
O novo ataque ocorre na reta final da campanha eleitoral em Mato Grosso e coloca novamente saúde, infraestrutura e o histórico das gestões públicas no centro do confronto entre Mauro e Wellington. Até a publicação desta reportagem, não havia, nas fontes consultadas, uma nova manifestação de Wellington respondendo especificamente ao vídeo divulgado por Mauro neste sábado.
Veja vídeo: