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260 anos de pena

Angeliquinha, apontada como chefe de facção em MT, é presa na Bolívia após mais de um ano foragida

A foragida Angélica Saraiva de Sá, conhecida como “Angeliquinha”, foi presa na terça-feira (22), em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, após mais de um ano sendo procurada pelas forças de segurança. Ela é apontada pela Polícia Civil como uma das lideranças do Comando Vermelho no norte de Mato Grosso, principalmente na região de Alta Floresta e Nova Bandeirantes.

Angélica, de 34 anos, estava foragida desde 17 de agosto de 2025, quando escapou da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. Contra ela havia seis mandados de prisão em aberto, expedidos ao longo de 2026. Ela também acumula mais de 260 anos de condenações por crimes que incluem homicídios, tráfico de drogas e organização criminosa.

A prisão foi resultado de uma ação integrada da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Gerência Estadual de Polinter e Capturas, em conjunto com as autoridades bolivianas. Após a captura, deverão ser realizados os procedimentos legais necessários para o retorno da foragida ao Brasil e o cumprimento das ordens judiciais.

As investigações apontam que Angeliquinha mantinha influência sobre atividades criminosas na região de Alta Floresta, incluindo tráfico de drogas, extorsões e exploração de garimpos ilegais. A suspeita também foi alvo da Operação Showdown, deflagrada em março deste ano contra um núcleo familiar apontado como responsável por dar suporte à organização criminosa e movimentar recursos que, segundo a investigação, seriam provenientes das atividades ilícitas.

Naquela operação, foram cumpridas 31 ordens judiciais, incluindo prisões preventivas, buscas e apreensões, sequestro de veículos e imóveis, bloqueios de contas bancárias e suspensão de empresas. A investigação apontou que o grupo familiar teria movimentado mais de R$ 20 milhões em um período de um ano e sete meses, utilizando negócios em diferentes áreas e plataformas de jogos para dar aparência de legalidade aos recursos, segundo a Polícia Civil.

Entre os alvos estavam o pai, a filha e o genro de Angeliquinha. A apuração também apontou um braço relacionado à exploração de garimpo irregular na região de Alta Floresta e Nova Bandeirantes.

O histórico atribuído a Angeliquinha inclui ainda uma investigação relacionada à morte de quatro homens em 2022. Segundo a Polícia Civil, as vítimas seriam integrantes de um grupo rival, e a suspeita teria sido apontada como responsável por ordenar as execuções.

Com a captura na Bolívia, termina uma fuga iniciada há mais de um ano. Agora, Angélica deverá ser submetida aos procedimentos legais para ser trazida de volta ao Brasil, enquanto as demais investigações e condenações continuam em tramitação.

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