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Após áudios vazados, Medeiros diz que MT vive “eleição suja” e relata busca por Gilmar Mendes

O deputado federal e candidato ao Senado José Medeiros (PL) se pronunciou nesta quarta-feira (23) sobre a repercussão dos áudios vazados de uma conversa com o prefeito de Diamantino, Chico Mendes (União), irmão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. Em uma publicação nas redes sociais, Medeiros classificou a disputa eleitoral em Mato Grosso como a “eleição mais suja da sua história” e afirmou que estaria sendo alvo de uma tentativa de desgaste político.

No texto, o candidato relatou ter recebido anteriormente a informação de que uma operação policial estaria sendo articulada contra ele na reta final da campanha. Segundo Medeiros, após tomar conhecimento do suposto movimento, ele foi pessoalmente a Brasília para procurar Gilmar Mendes e dizer que não teria motivos para temer uma eventual ação.

“A última jogada foi tentar articular uma operação contra mim e, assim que soube disso, eu fui pessoalmente a Brasília procurar o ministro Gilmar Mendes e dizer-lhe cara a cara que não tenho nada a temer porque não devo nada”, afirmou.

Medeiros também declarou ter recebido a informação de que não havia investigação em andamento envolvendo seu nome. Ele não apresentou detalhes sobre quem teria articulado a suposta operação, qual órgão poderia realizá-la ou qualquer documento que comprovasse a existência desse planejamento. A afirmação, portanto, permanece como relato do próprio candidato.

Na publicação, ele relacionou o episódio à disputa pelas duas vagas ao Senado e afirmou que sua família e sua vida pessoal estariam sendo vasculhadas na tentativa de encontrar algo que prejudicasse sua imagem. Também disse que, caso uma operação fosse realizada contra ele nos últimos dias da campanha, o efeito seria contrário ao pretendido por seus adversários.

“Se fizerem uma operação contra mim nesta reta final da campanha, eles vão me eleger”, declarou Medeiros. A votação do primeiro turno das eleições de 2026 está marcada pelo Tribunal Superior Eleitoral para 4 de outubro.

A manifestação ocorre após dois áudios atribuídos ao candidato terem ganhado repercussão. No primeiro, divulgado pelo Metrópoles em 21 de setembro, Medeiros afirmou a Chico Mendes que evitava ataques ao STF e que havia orientado sua equipe de marketing a retirar menções à Corte de materiais de campanha. Depois da divulgação, ele confirmou a autenticidade da gravação.

No segundo áudio, que passou a circular no dia seguinte, uma voz atribuída a Medeiros afirmou que seu eleitor seria aquele que “ora para alienígena e bebe detergente”. Diferentemente da primeira gravação, a autenticidade desse segundo trecho não havia sido confirmada publicamente por Medeiros nas reportagens consultadas.

Na nova manifestação, o candidato pediu que seus apoiadores mantenham atenção durante os últimos dias da campanha e voltou a associar a disputa ao embate político envolvendo o STF. Ele também acusou adversários de tentar usar familiares, vida pessoal e possíveis investigações para atingir sua candidatura, sem apresentar, na publicação, elementos que comprovem essas acusações.

 


 

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