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Alerta no campus

Coletivo denuncia mensagens com ameaças e menções a armas antes de ato na UFMT

O Coletivo Para Todos Mato Grosso denunciou nesta quinta-feira (22) supostas ameaças de violência contra estudantes, professores e outros integrantes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em

Crédito: Coletivo ParaTodos
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O Coletivo Para Todos Mato Grosso denunciou nesta quinta-feira (22) supostas ameaças de violência contra estudantes, professores e outros integrantes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá. A denúncia foi motivada por capturas de tela de conversas nas quais participantes mencionam canivetes, uma arma de fogo e a possibilidade de agredir pessoas da comunidade acadêmica antes de uma manifestação política prevista para o campus.

Segundo o coletivo, os registros foram recebidos por meio de denúncias anônimas e encaminhados ao Ministério Público Federal (MPF), com pedido de apuração, identificação dos envolvidos e eventual responsabilização. Até a publicação desta matéria, não havia confirmação pública de que o órgão tenha instaurado um procedimento específico para investigar o caso.

Em uma das conversas divulgadas, um participante escreve: “amanhã teremos uma nova missão”. Na sequência, aparece a mensagem “não esquecem o canivete”. Outro trecho menciona a possibilidade de usar os objetos para agredir integrantes da universidade: “Não sei se a gente pega pra bater nos alunos ou nos professores”.

As capturas também mostram uma conversa sobre uma arma de fogo. Em uma das mensagens, um participante afirma que o armamento estaria guardado no carro. Outra pessoa responde: “amanhã fica com ela na cintura por favor”, recebendo a resposta “pode deixar”. Na sequência, a palavra “arma” teria sido substituída por “espátula”, acompanhada da justificativa: “Mudei, pq se vaza pra quem não estava lá…”.

O conteúdo foi atribuído a um grupo ligado à organização do ato da juventude de direita, convocado pelo PL Jovem de Mato Grosso em apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República. A manifestação está prevista para esta quinta-feira, às 18h, no estacionamento do Restaurante Universitário (RU) da UFMT, em Cuiabá.

Em nota, o Coletivo Para Todos classificou as mensagens como motivo de preocupação com a segurança da comunidade universitária e cobrou providências preventivas da administração da instituição e dos órgãos competentes. “A violência nunca será método de disputa em nosso espaço”, declarou o grupo.

A organização do ato apresentou outra versão sobre as conversas. Julianne Carvalho, vice-presidente do PL Jovem de Mato Grosso e uma das responsáveis pela mobilização, afirmou que a manifestação será pacífica e não tem como objetivo provocar confrontos. Segundo ela, as referências a canivetes e pedaços de madeira estariam relacionadas à limpeza e à organização do espaço. A organizadora também afirmou que o canivete citado em uma das mensagens teria sido utilizado anteriormente para retirar adesivos.

Julianne reconheceu, porém, que algumas mensagens foram inadequadas. “Reconhecemos que algumas brincadeiras feitas no grupo foram inadequadas e não podem se repetir”, declarou. Em outra manifestação, reforçou: “Nosso compromisso é com uma manifestação organizada, pacífica e responsável”.

A diretoria do PL Jovem MT também informou à imprensa que os autores das mensagens foram advertidos e que o conteúdo foi apagado do grupo. As explicações da organização, entretanto, não esclarecem a autoria e o contexto de todas as conversas divulgadas.

A denúncia ocorre após uma caminhada organizada pelo PL Jovem MT na UFMT, em 16 de outubro, em apoio a Flávio Bolsonaro. A mobilização teve baixa participação, segundo reportagens publicadas na ocasião. Nos dias anteriores, o campus também foi palco de manifestações políticas e de um confronto envolvendo estudantes e o deputado estadual eleito Ulysses Moraes.

Até o momento, não há confirmação de que alguma arma tenha sido levada ao campus, de que as agressões mencionadas tenham ocorrido ou de que exista um plano concreto de ataque. Também não havia posicionamento oficial da UFMT sobre as denúncias até a publicação das informações disponíveis. A autenticidade das mensagens, a identidade dos participantes e a existência de risco concreto dependem de apuração.

 


 

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Fonte: Coletivo Para Todos Mato Grosso, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)

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