
O empresário Everaldo Oliveira da Costa, de 63 anos, morto a tiros dentro do próprio bar na noite deste domingo (16), em Cuiabá, já havia sido preso em uma operação que desarticulou uma quadrilha envolvida no assalto a uma agência do Itaú, na Avenida Miguel Sutil, em fevereiro de 2018.
A prisão ocorreu no bairro Campo Verde, região onde Everaldo mantinha um bar e duas residências. Naquela ocasião, segundo o registro policial divulgado à época, ele teria admitido que recebeu dinheiro para esconder integrantes da quadrilha dentro do estabelecimento logo após o roubo.
O histórico criminal atribuído a Everaldo também incluía registros por crimes como receptação, roubo majorado, furto, porte ilegal de arma de fogo, desobediência
e resistência, além de ocorrência relacionada a quadrilha ou bando, conforme informações levantadas na apuração atual.
A própria existência desses registros, entretanto, não significa que todos tenham resultado em condenações definitivas. São antecedentes e passagens policiais mencionados na investigação e no histórico do homem.
Agora, após sua morte, a Polícia Civil também busca descobrir se o assassinato tem alguma relação com esse passado ou com possíveis atividades criminosas mais recentes

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O episódio que colocou Everaldo no radar das autoridades aconteceu em 23 de fevereiro de 2018. Naquele dia, uma quadrilha armada invadiu uma agência do Itaú localizada na Avenida Miguel Sutil, em Cuiabá. Segundo informações divulgadas pela Polícia Militar na época, os criminosos levaram aproximadamente R$ 10 mil do banco e chegaram a efetuar disparos dentro da agência para intimidar funcionários e clientes. A fuga, porém, durou pouco. Em poucas horas, a Polícia Militar conseguiu localizar integrantes do grupo no bairro Campo Verde. Ao todo, sete pessoas foram presas na operação, incluindo Everaldo, então com 54 anos. Segundo o relato policial publicado na época, Everaldo foi encontrado na região e os demais envolvidos tentavam fugir pulando muros de imóveis próximos. Durante a ação, os policiais apreenderam armas, munições, dinheiro e veículos. Entre os materiais encontrados estavam revólveres calibre .38, um fuzil, coletes à prova de balas e munições, além de um Fiat Uno e uma motocicleta que teriam sido utilizados durante a fuga. Ainda segundo a polícia, Everaldo teria declarado que recebeu dinheiro para permitir que os criminosos se escondessem em seu bar. Com ele, foram encontrados R$ 719, enquanto aproximadamente R$ 5 mil foram apreendidos com outros integrantes do grupo.
O estabelecimento onde Everaldo mantinha suas atividades voltou a ser cenário de uma ocorrência policial, desta vez muito mais grave.
Na noite deste domingo (16), por volta das 21h, ele estava dentro do próprio bar, na região do Campo Verde, quando foi surpreendido pelo atirador.
Segundo as informações preliminares, foram efetuados cerca de sete disparos.
Everaldo não resistiu e morreu ainda no local.
Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada, mas encontrou a vítima já sem vida.
A área foi isolada para o trabalho da perícia, enquanto a Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) iniciou a investigação.
Até o momento, nenhum suspeito foi identificado ou preso.
Além de tentar identificar o autor dos disparos, a investigação trabalha para descobrir por que Everaldo foi morto.
A Polícia Civil avalia, entre as possibilidades, se o homicídio pode ter relação com o passado criminal da vítima ou com eventual envolvimento mais recente com grupos criminosos.
Segundo as informações divulgadas sobre o caso, o crime apresenta características que levaram os investigadores a considerar uma possível participação de organização criminosa.
Essa hipótese, contudo, ainda não está confirmada.
Também não foi esclarecido se Everaldo vinha recebendo ameaças, se possuía conflitos recentes ou se havia algum outro motivo específico que pudesse explicar o ataque.
A investigação deverá reunir depoimentos, imagens de câmeras de segurança, perícia no local e outras informações para reconstruir os momentos anteriores ao assassinato.
O fato de o crime ter ocorrido dentro do próprio estabelecimento pode ajudar os investigadores na reconstrução da dinâmica.
A Polícia Civil deverá verificar quem estava no bar no momento dos disparos, quais pessoas tiveram contato com Everaldo antes do ataque e se algum veículo ou suspeito foi registrado pelas câmeras da região.
Também devem ser analisadas eventuais conexões entre pessoas que frequentavam o estabelecimento e o histórico criminal atribuído à vítima.
A investigação poderá ainda verificar registros de movimentação telefônica e outras informações que ajudem a descobrir se o ataque foi planejado ou se ocorreu após algum encontro ou discussão.
Por enquanto, a única certeza é que Everaldo foi atingido por aproximadamente sete tiros e morreu no local.
A Polícia Civil continua investigando o homicídio e busca identificar o responsável pelos disparos.
A Politec realizou os procedimentos periciais e deve produzir elementos capazes de auxiliar na reconstrução do crime. O corpo foi encaminhado para os exames necessários.
Enquanto isso, a DHPP deverá ouvir testemunhas e buscar imagens que possam indicar a chegada e a fuga do autor.
A motivação permanece desconhecida.
O histórico criminal de Everaldo será considerado dentro da investigação, mas não permite, sozinho, estabelecer quem ordenou ou executou o assassinato.
O caso foi registrado como homicídio doloso e permanece sob investigação.
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