O desaparecimento de Felipe Alvyn Ruzescki de Sá, de 23 anos, terminou de forma trágica nesta quarta-feira (7), em Lucas do Rio Verde. O jovem não era visto desde 10 de setembro e foi localizado morto em uma área de mata do município, depois que um dos investigados pela morte foi preso e indicou aos policiais onde o corpo havia sido escondido.
Segundo a Polícia Civil, Felipe teria sido inicialmente agredido por integrantes de uma facção criminosa e precisado de atendimento médico. Após receber alta do Hospital São Lucas, ele teria sido novamente sequestrado e levado pelos mesmos criminosos.
A investigação aponta que o jovem teria sido submetido a uma punição conhecida como “tribunal do crime”, praticada por integrantes do Comando Vermelho. Conforme o delegado Artur Almeida, a suspeita é de que Felipe estivesse envolvido na venda de drogas sem autorização da organização, o que teria motivado a retaliação.
De acordo com os investigadores, Felipe foi levado amarrado para uma região de mata, onde acabou executado. O corpo foi posteriormente levado para outro ponto, colocado entre pneus e incendiado, numa tentativa de destruir vestígios e dificultar a identificação.
As diligências avançaram nesta quarta-feira após a prisão de um homem de 23 anos apontado como participante direto da ação. Segundo a Polícia Civil, ele teria quebrado o próprio celular ao perceber a aproximação dos investigadores, mas acabou confessando envolvimento e levou a equipe até o local onde o corpo estava escondido.
No ponto indicado, os policiais encontraram restos mortais já carbonizados e em avançado estado de decomposição. A área foi isolada para o trabalho da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que deverá confirmar oficialmente a identidade por meio dos exames necessários.
O suspeito foi encaminhado à Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Lucas do Rio Verde e autuado em flagrante por ocultação de cadáver. Ele também é investigado por homicídio qualificado e participação em organização criminosa.
A Polícia Civil afirma que outros envolvidos já foram identificados e continua as diligências para localizar os demais participantes, esclarecer a motivação do crime e apontar a responsabilidade de cada integrante na captura, execução e ocultação do corpo de Felipe.
Até a conclusão dos exames periciais, a identificação dos restos mortais ainda não foi confirmada oficialmente pela Politec.