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Nova Xavantina, no leste de Mato Grosso, registrou 43,3°C na tarde desta segunda-feira (28) e passou a ter a maior temperatura registrada no Brasil em 2026, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). O município já havia estabelecido o recorde nacional no domingo (27), com 42,2°C, mas voltou a superar a própria marca um dia depois.
O calor foi intenso em várias regiões do país. De acordo com o INMET, 42 estações meteorológicas registraram temperaturas de pelo menos 40°C na segunda-feira, considerando os dados disponíveis até as 16h, no horário de Brasília. Ao longo do domingo e da segunda, marcas iguais ou superiores a 40°C foram observadas em nove estados.
Mato Grosso concentrou algumas das temperaturas mais altas. Além dos 43,3°C em Nova Xavantina, os termômetros chegaram a 42,8°C em Santo Antônio do Leverger e 42,3°C em Rondonópolis. Cocalinho também atingiu 42°C, enquanto municípios como Cuiabá, Diamantino, Barra do Garças e Porto Estrela registraram 41,5°C.
Em Cuiabá, a máxima de 41,5°C representou o maior registro da capital em 2026 até agora, superando os 41,3°C medidos em 31 de agosto. A tarde de segunda-feira também foi apontada pela Climatempo como a mais quente do ano no país até o momento, reunindo nove das dez maiores temperaturas de 2026.
O episódio de calor faz parte da primeira onda de calor da primavera de 2026. O INMET explica que o fenômeno está associado a uma configuração atmosférica que favorece a permanência de ar quente e a elevação das temperaturas. Uma frente fria avança pelo Sul e deve provocar mudanças graduais no padrão do tempo nos próximos dias.
Para esta terça-feira (29), o calor ainda permanece acima da média em partes do Centro-Oeste e do Sudeste. Entretanto, o alerta vermelho de onda de calor foi atualizado pelo INMET e não inclui mais Mato Grosso, passando a abranger o extremo leste de Mato Grosso do Sul, áreas do norte e noroeste de São Paulo, o sudeste de Goiás e grande parte de Minas Gerais. O aviso permanece válido até a tarde de quarta-feira (30).
A previsão do instituto aponta que a chegada da frente fria deverá reduzir gradualmente as temperaturas. Para quinta-feira (1º), a expectativa é de uma mudança mais ampla, com áreas que enfrentaram o calor extremo podendo registrar temperaturas próximas ou até abaixo da média para o período.