Uma operação realizada simultaneamente nas 42 unidades prisionais de Mato Grosso resultou na apreensão de 232 celulares, 603 porções de substâncias semelhantes à maconha e à cocaína e 61 armas artesanais. Batizada de Operação Muralha, a fiscalização foi conduzida pela Polícia Penal entre os dias 26 e 30 de outubro e também identificou bebidas alcoólicas, materiais eletrônicos e objetos utilizados para o consumo de drogas.
Além dos celulares e entorpecentes, os policiais penais recolheram 167 carregadores, 107 fones de ouvido, 219 cabos USB, 181 cartões SIM, 23 pen drives, quatro relógios digitais e dois carregadores portáteis. A lista inclui ainda 29 cachimbos artesanais, 42 garrafas de cachaça artesanal e duas serras.
Somados os itens relacionados no balanço divulgado pela Secretaria de Estado de Justiça (Sejus), foram retirados das unidades prisionais 1.672 objetos proibidos. A maior parte das apreensões ocorreu no primeiro dia da operação, quando foram recolhidos 973 materiais. No segundo dia, o número caiu para 400, seguido de 239 no terceiro e 60 no quarto.
O encerramento ocorreu em 30 de outubro e, segundo a Sejus, nenhuma nova apreensão foi registrada nas celas durante as fiscalizações daquele dia. A secretaria destacou a redução progressiva dos materiais encontrados ao longo dos cinco dias de trabalho.
Na região metropolitana, a operação contou com reforço do Grupo de Intervenção Rápida (GIR), do Serviço de Operações Especiais (SOE) e do Canil da Polícia Penal. As equipes atuaram na Penitenciária Central do Estado (PCE), na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, no Centro de Ressocialização de Várzea Grande e na Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas.
A realização simultânea das revistas teve como objetivo impedir a transferência de materiais ilícitos entre unidades e reduzir a possibilidade de comunicação antecipada sobre as fiscalizações. A presença de celulares e drogas dentro dos presídios também preocupa as autoridades por permitir a continuidade de atividades criminosas a partir do ambiente prisional.
O secretário de Estado de Justiça, Valter Furtado, afirmou que o resultado demonstra a importância do planejamento e da integração entre as equipes. Segundo ele, a pasta pretende manter as ações de fiscalização e prevenção para dificultar a entrada de objetos proibidos e reforçar a segurança de servidores e pessoas privadas de liberdade.