A Polícia Civil de Mato Grosso concluiu o inquérito sobre o roubo e as agressões contra o vereador Wesley Cláudio (Novo) e seus familiares, em Rondonópolis, e indiciou dois suspeitos. O crime aconteceu na madrugada de 28 de setembro, quando homens armados invadiram a residência do parlamentar e mantiveram a família sob ameaça por aproximadamente três horas.
Reginaldo Felipe Moraes Silva
Um homem de 20 anos, apontado como um dos executores da invasão e das agressões, foi indiciado por quatro crimes de roubo majorado e quatro de tortura. Ele foi reconhecido pelas vítimas, teve a prisão preventiva decretada pela Justiça e permanece foragido. As equipes policiais continuam as buscas para localizá-lo.
A segunda indiciada é uma mulher de 24 anos, suspeita de dar apoio logístico à ação. Conforme a investigação, ela teria disponibilizado a motocicleta utilizada nos deslocamentos relacionados ao crime e guardado parte do dinheiro e dos objetos roubados. Ela foi indiciada por quatro crimes de roubo majorado e segue presa preventivamente.
A motocicleta ajudou os investigadores a chegar à mulher, presa em flagrante em 29 de setembro. Durante a diligência, foram apreendidos R$ 17 mil em dinheiro, uma aliança pertencente ao vereador, celulares, capacetes e munições. A aliança foi reconhecida pela vítima e, assim como os valores recuperados, foi devolvida. O carro retirado da casa e utilizado na fuga também foi localizado.
Segundo a conclusão policial, Wesley, a esposa e os dois filhos ficaram sob o domínio dos criminosos durante horas, submetidos a agressões físicas, violência psicológica e ameaças graves, inclusive contra uma criança de nove anos. Durante o ataque, o vereador sofreu ferimentos, entre eles um corte na orelha. Os invasores levaram dinheiro, joias, celulares e o veículo da família. O prejuízo inicialmente relatado incluía cerca de R$ 42 mil em dinheiro e outros pertences.
Com o encerramento do inquérito, a DERF individualizou a participação dos dois indiciados e se manifestou pela manutenção das prisões preventivas. A investigação, porém, continua para identificar outros possíveis participantes e esclarecer a organização da ação criminosa.
Reginaldo Felipe Moraes Silva