
Mato Grosso deve continuar enfrentando uma combinação conhecida nesta época do ano, mas que exige atenção: temperaturas elevadas, ar muito seco e vegetação ressecada. Nos próximos dias, algumas regiões do estado podem registrar máximas próximas de 40°C, enquanto a umidade relativa do ar deve ficar abaixo de 20% em determinados períodos.
Em Cuiabá, a Defesa Civil Municipal alerta para temperaturas entre 39°C e 40°C, com umidade podendo cair para níveis entre 12% e 20%. O aviso de baixa umidade é válido até as 19h desta terça-feira (18).
O cenário também é observado em outras áreas de Mato Grosso. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) aponta que a atuação de uma massa de ar quente e seco mantém temperaturas elevadas e baixos índices de umidade sobre o Centro-Oeste. Nos últimos dias, Mato Grosso esteve entre as áreas que registraram alguns dos menores índices de umidade do país.
A combinação merece atenção não apenas por causa do desconforto provocado pelo calor. O tempo seco favorece desidratação, irritação das vias respiratórias e dos olhos, além de aumentar as condições para propagação de incêndios.
Na Capital, o calor deve apertar principalmente durante a tarde.
A previsão divulgada pela Defesa Civil indica temperaturas entre 39°C e 40°C, com os maiores valores concentrados aproximadamente entre o meio-dia e as 15h. Para esta terça-feira (18), os termômetros podem alcançar 40°C por volta das 13h e 14h.
O céu deve permanecer predominantemente aberto, com pouca possibilidade de chuva, mantendo a forte incidência de radiação solar durante o dia.
O Inmet vem monitorando a persistência de temperaturas significativamente acima da média em partes do Centro-Oeste. Para caracterizar uma onda de calor, porém, são considerados critérios específicos, incluindo a permanência das temperaturas pelo menos 5°C acima da média durante cinco dias consecutivos.
Por isso, é importante diferenciar calor intenso de uma eventual classificação oficial de onda de calor.
A umidade relativa do ar é outro ponto de preocupação.
Em algumas áreas de Mato Grosso, os índices podem ficar entre 12% e 20%, faixa considerada crítica. O próprio Inmet registrou recentemente valores inferiores a 20% em localidades mato-grossenses durante as tardes.
Quando a umidade cai muito, o ar fica mais agressivo para as mucosas e pode aumentar o desconforto respiratório, especialmente em pessoas que já possuem doenças respiratórias.
Crianças, idosos e pessoas com problemas pulmonares devem receber atenção especial durante os períodos mais secos.
Também é comum ocorrer aumento de sintomas como garganta seca, ardência nos olhos, nariz ressecado, dor de cabeça e sensação de cansaço.
Mato Grosso atravessa uma época tradicionalmente seca, mas a combinação das condições atuais aumenta a atenção das autoridades.
Com pouca chuva, a vegetação perde umidade. Se o cenário é acompanhado por temperaturas elevadas, qualquer foco de incêndio pode encontrar condições mais favoráveis para se espalhar.
A Defesa Civil de Cuiabá já mantém uma operação integrada de prevenção e combate às queimadas durante o período de estiagem, reunindo Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e outros órgãos municipais.
Por isso, a recomendação é evitar qualquer prática que possa iniciar fogo, principalmente em áreas de vegetação seca.
Não queime lixo, folhas ou terrenos. Uma pequena chama pode se transformar rapidamente em um incêndio de grandes proporções nas condições atuais.
A estiagem também pode ser observada nos cursos d’água da Capital.
Os rios Cuiabá e Coxipó apresentam níveis mais baixos, situação considerada compatível com o período seco de agosto, conforme as informações da Defesa Civil citadas no material oficial.
A redução dos níveis, neste momento, não significa situação emergencial ou risco de cheia. Pelo contrário: a preocupação está relacionada ao período de estiagem e ao uso consciente da água.
Mesmo em uma situação considerada típica para a época, a recomendação é evitar desperdícios.
Entre os cuidados estão reduzir o uso desnecessário de água, evitar lavar calçadas e veículos com mangueira e não jogar lixo em rios, córregos ou áreas próximas às margens.
A população também deve acompanhar os boletins oficiais, principalmente caso a estiagem se prolongue.
O primeiro cuidado é simples, mas fundamental: beba água ao longo do dia, mesmo que não esteja com sede.
A exposição prolongada ao calor pode aumentar a perda de líquidos pelo organismo. Crianças e idosos merecem atenção especial porque podem apresentar maior risco de desidratação.
A Defesa Civil recomenda ainda evitar atividades físicas e exposição direta ao sol entre 10h e 17h, justamente quando as temperaturas costumam atingir os maiores valores.
Também ajudam:
Bacias com água, panos úmidos ou aparelhos umidificadores podem ajudar a melhorar o conforto dentro de casa, especialmente durante as horas de umidade mais baixa.
O ar seco não afeta apenas quem está na rua.
Durante os períodos de umidade muito baixa, ambientes fechados podem ficar igualmente desconfortáveis. Quem utiliza ar-condicionado por longos períodos deve ficar atento à hidratação e ao ressecamento das vias respiratórias.
Uma alternativa é manter o ambiente adequadamente ventilado quando as condições permitirem e utilizar métodos seguros de umidificação.
Também é importante não exagerar na temperatura do ar-condicionado, principalmente durante períodos prolongados.
Um pouco de desconforto pelo calor pode ser esperado, mas alguns sinais merecem atenção.
Procure atendimento médico diante de sintomas importantes como tontura intensa, desmaio, confusão mental, fraqueza acentuada, falta de ar, dor no peito, vômitos persistentes ou sinais importantes de desidratação.
Pessoas com doenças respiratórias também devem ficar atentas à piora de sintomas durante os períodos de ar extremamente seco.
Crianças pequenas e idosos precisam de acompanhamento mais próximo, principalmente quando passam muitas horas em ambientes quentes.
O período atual também aumenta a preocupação com queimadas urbanas e incêndios florestais.
A combinação de calor, baixa umidade e vegetação seca facilita a propagação das chamas. O Inmet confirma que o Centro-Oeste está entre as regiões com condições de umidade muito baixa neste período.
Por isso, a orientação é não iniciar queimadas e evitar qualquer atividade capaz de produzir faíscas ou fogo próximo a áreas de vegetação.
Também não é recomendado que moradores tentem combater sozinhos um incêndio que esteja crescendo.
Ao perceber um foco de fogo que ofereça risco, a orientação é afastar-se com segurança e acionar os serviços de emergência.
O cenário não deve mudar imediatamente. O informativo meteorológico mais recente do Inmet aponta a continuidade de tempo seco e temperaturas elevadas sobre a região central do Brasil, enquanto outras áreas do país enfrentam condições meteorológicas diferentes.
Para Mato Grosso, a combinação de calor e baixa umidade continua sendo o principal ponto de atenção.
A previsão, naturalmente, pode sofrer alterações conforme a evolução das condições atmosféricas. Por isso, os moradores devem acompanhar os avisos atualizados da Defesa Civil e do Inmet.
Por enquanto, o recado para os próximos dias é direto: água por perto, sombra sempre que possível e nada de brincadeira com fogo.
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