Saiu do privado

Uma mulher de 37 anos foi alvo de um mandado de busca e apreensão nesta quinta-feira (24), em Sinop, durante uma investigação sobre a divulgação não autorizada de fotos íntimas de uma empresária de 40 anos, moradora de Lucas do Rio Verde. A ação foi realizada pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) de Lucas do Rio Verde.
Segundo a Polícia Civil, as imagens começaram a circular em diferentes grupos de WhatsApp depois que a suspeita teria descoberto que seu atual companheiro havia mantido um relacionamento com a empresária. Conforme a linha investigativa, ela teria acessado as fotografias no celular do homem e passado a compartilhá-las como forma de vingança.
A vítima procurou a delegacia depois de descobrir que as imagens nas quais aparecia nua estavam sendo repassadas sem autorização. A partir do registro da ocorrência, os investigadores passaram a rastrear a origem do compartilhamento e conseguiram identificar o número de telefone utilizado para enviar as fotografias.
Com os elementos reunidos durante a apuração, a autoridade policial pediu à Justiça autorização para realizar uma busca na residência da investigada, em Sinop. A ordem foi cumprida nesta quinta-feira, com o objetivo de localizar celulares, computadores e outros equipamentos eletrônicos que possam conter conversas, arquivos ou outros dados relacionados ao caso.
Os equipamentos apreendidos deverão passar por análise para ajudar a esclarecer como as imagens foram obtidas, quantas pessoas tiveram acesso ao conteúdo e qual foi a extensão do compartilhamento. A investigação também busca identificar eventual participação de outras pessoas na distribuição das fotografias.
A divulgação de imagens íntimas sem o consentimento da pessoa retratada pode configurar o crime previsto no artigo 218-C do Código Penal. A legislação atual prevê pena de quatro a dez anos de reclusão e multa, com aumento de um terço a dois terços quando a divulgação ocorre com finalidade de vingança ou humilhação.
A mulher investigada não foi apontada como culpada pela Justiça. O caso continua em apuração pela Polícia Civil, que deverá analisar o material recolhido antes de definir eventuais responsabilidades.