Carregando horário local…
☀Carregando clima local…
EUA 10 anos 4,73 ◆ 0,00%Petróleo bruto 84,75 ▲ 1,39%Ouro 4.099,60 ▼ 1,47%Euro 1,15 ▼ 0,09%

De volta a MT

Angeliquinha volta a Cuiabá após prisão na Bolívia e soma mais de 260 anos em condenações

Angélica Saraiva de Sá, conhecida como “Angeliquinha”, chegou a Cuiabá nesta terça-feira (20), após ser transferida de Mato Grosso do Sul. Apontada pela Polícia Civil como uma das

Crédito: Reprodução
Publicidade

Angélica Saraiva de Sá, conhecida como “Angeliquinha”, chegou a Cuiabá nesta terça-feira (20), após ser transferida de Mato Grosso do Sul. Apontada pela Polícia Civil como uma das principais lideranças do Comando Vermelho em Mato Grosso, ela retornará à Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, de onde fugiu em agosto de 2025, e deverá cumprir o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD).

A transferência foi coordenada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), com participação de equipes da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) e da Gerência Estadual de Polinter e Capturas (Gepol). Após a chegada à capital, Angeliquinha passou pela sede da GCCO antes de ser encaminhada ao sistema penitenciário estadual. Imagens divulgadas pela Polícia Civil mostram o deslocamento até Cuiabá. Durante a chegada, ela permaneceu em silêncio e não respondeu aos questionamentos da imprensa.

A inclusão no RDD foi determinada pela 5ª Vara Criminal de Sinop, pelo prazo inicial de 180 dias, com possibilidade de prorrogação mediante nova decisão judicial fundamentada. O regime estabelece condições especiais de custódia e restrições previstas na legislação.

Angeliquinha foi capturada em 22 de setembro, em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, após mais de um ano foragida. Ela havia escapado da penitenciária feminina de Cuiabá em 17 de agosto de 2025. Depois da prisão, foi entregue à Polícia Federal em Corumbá (MS) e permaneceu sob custódia no município enquanto aguardava os procedimentos para retornar a Mato Grosso.

Segundo a Polícia Civil, a localização foi resultado de investigações e da troca de informações entre as forças de segurança brasileiras e bolivianas. Durante a tentativa de ocultar sua identidade, ela teria utilizado um documento brasileiro falso e realizado procedimentos estéticos para alterar as características do rosto.

A investigada possuía seis mandados de prisão em aberto, expedidos ao longo de 2026, e soma mais de 260 anos em condenações por diferentes crimes, entre eles homicídios, tráfico de drogas e organização criminosa.

As investigações apontam que ela exercia influência sobre atividades criminosas no norte do estado, especialmente em Alta Floresta e região, envolvendo tráfico de drogas, extorsões e exploração de atividades ilícitas em áreas de garimpo. A polícia também apura suspeitas de que ela tenha mantido influência sobre a organização mesmo durante o período em que estava fora do país.

Em março de 2026, a Polícia Civil deflagrou a Operação Showdown para investigar um núcleo familiar suspeito de dar suporte às atividades criminosas e auxiliar na lavagem de dinheiro atribuída ao grupo.

Na ocasião, foram cumpridas 31 ordens judiciais, incluindo quatro mandados de prisão, sete de busca e apreensão, sequestros de seis veículos e quatro imóveis, bloqueios de sete contas bancárias e suspensão de três pessoas jurídicas. As medidas foram determinadas pela 5ª Vara Criminal de Sinop.

Entre os alvos estavam o pai, a filha e o genro de Angeliquinha, apontados pela investigação como integrantes do núcleo responsável por apoiar as atividades do grupo e movimentar recursos de origem ilícita.

A apuração identificou movimentações financeiras superiores a R$ 20 milhões em aproximadamente um ano e sete meses. Segundo a Polícia Civil, os valores eram incompatíveis com a renda declarada pelos investigados, e empresas e outros negócios teriam sido utilizados para dar aparência legal ao dinheiro. A investigação também identificou suspeitas de envolvimento com garimpo irregular na região de Alta Floresta e Nova Bandeirantes.

Com o retorno a Mato Grosso, Angeliquinha ficará à disposição da Justiça e deverá cumprir as determinações judiciais relacionadas aos processos em andamento.

 


 

Veja vídeo:

MT24H

 

MT24H no WhatsApp

Receba todas as atualizações das notícias

Entre no grupo do MT24H e acompanhe as principais notícias e atualizações de Mato Grosso direto no WhatsApp.

Entrar no grupo
Fonte: Polícia Civil de Mato Grosso

Compartilhe esta notícia