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Enxame de abelhas: saiba como agir em caso de ataque e o que nunca fazer

Calor, tempo seco e o período de reprodução podem favorecer o deslocamento de enxames, aumentando a presença de abelhas em áreas urbanas. Em Mato Grosso, o Corpo de Bombeiros registrou centenas de ocorrências envolvendo esses insetos no primeiro semestre de 2026. Mas, independentemente de onde o enxame apareça, algumas atitudes são fundamentais para evitar acidentes.

As abelhas exercem um papel essencial no meio ambiente, principalmente na polinização das plantas. O problema começa quando enxames ou colmeias se instalam próximos a casas, escolas, áreas de lazer, locais de trabalho ou outros espaços com circulação de pessoas.

Nessas situações, a recomendação é não tentar retirar o enxame por conta própria. A aproximação, o barulho e as tentativas de expulsar os insetos podem ser interpretados como ameaça e desencadear um ataque. O Ministério da Saúde explica que, nas proximidades de uma colônia, uma primeira ferroada pode liberar feromônios que atraem outras abelhas para o mesmo alvo.

O que fazer ao encontrar um enxame?

A primeira regra é simples: mantenha distância.

Se houver uma grande concentração de abelhas em uma árvore, muro, telhado, veículo ou dentro de um imóvel, não tente tocar, espantar ou remover os insetos.

Também não é recomendado:

  • jogar água no enxame;
  • utilizar fogo ou fumaça para tentar afastar as abelhas;
  • jogar pedras ou outros objetos;
  • bater na colmeia;
  • utilizar produtos químicos ou inseticidas;
  • fazer barulho ou movimentar objetos próximos;
  • tentar retirar a colmeia sem equipamentos e treinamento adequados.

O Corpo de Bombeiros orienta que enxames e colônias sejam manejados por pessoas preparadas e equipadas. Em situações que ofereçam risco à população, o Corpo de Bombeiros pode ser acionado pelo telefone 193.

Crianças e animais domésticos também devem ser mantidos afastados da área.

E se as abelhas começarem a atacar?

Se um enxame avançar contra uma pessoa, o mais importante é sair rapidamente da área de risco e procurar um local fechado ou protegido.

Durante a fuga, tente proteger principalmente o rosto, a cabeça e o pescoço, utilizando uma peça de roupa ou outro tecido disponível.

Não pare para tentar afastar as abelhas individualmente e não tente enfrentá-las. O objetivo é aumentar a distância em relação ao enxame e encontrar abrigo.

Também é importante alertar outras pessoas que estejam próximas para que não se aproximem do local.

Fui picado. O que devo fazer?

Uma picada isolada costuma provocar dor, vermelhidão, coceira e inchaço na região atingida. Entretanto, a reação pode variar bastante de uma pessoa para outra.

Quando a abelha deixa o ferrão na pele, ele deve ser retirado o quanto antes. O Ministério da Saúde recomenda a remoção por raspagem, utilizando, por exemplo, uma lâmina ou cartão, evitando apertar o ferrão com pinça, pois isso pode favorecer a liberação do veneno que permanece no aparelho inoculador.

Depois da retirada, lave o local com água e sabão e uma compressa fria pode ajudar a diminuir a dor e o inchaço.

Quando uma picada pode ser perigosa?

O número de picadas é um dos principais fatores de preocupação. Uma pessoa atingida por dezenas ou centenas de abelhas pode receber uma quantidade elevada de veneno, aumentando o risco de uma reação tóxica grave.

Além disso, algumas pessoas podem desenvolver anafilaxia, uma reação alérgica grave que pode evoluir rapidamente.

Entre os sinais de alerta estão:

  • dificuldade para respirar;
  • chiado no peito;
  • inchaço no rosto, lábios ou garganta;
  • urticária espalhada pelo corpo;
  • tontura ou sensação de desmaio;
  • queda da pressão;
  • náuseas e vômitos;
  • perda de consciência.

Esses sinais exigem atendimento médico imediato. O Ministério da Saúde alerta que reações sistêmicas podem evoluir para choque anafilático e outros quadros graves.

Em caso de múltiplas picadas, a orientação também é procurar atendimento hospitalar rapidamente.

Como evitar um ataque?

Alguns cuidados simples ajudam a diminuir o risco de acidentes:

Mantenha distância de enxames e colmeias. Mesmo que as abelhas pareçam tranquilas, não é seguro se aproximar.

Evite movimentos bruscos. Agitar os braços, bater nos insetos ou tentar espantá-los pode aumentar a reação defensiva.

Não provoque o enxame. Barulho, vibrações e tentativas de remoção podem desencadear ataques.

Cuidado ao trabalhar ao ar livre. Antes de utilizar máquinas, roçadeiras ou outros equipamentos barulhentos, observe o ambiente e verifique se existe alguma colmeia ou concentração de abelhas nas proximidades.

Mantenha crianças e animais afastados. Um enxame pode reagir rapidamente quando percebe uma ameaça.

Não tente resolver sozinho. A retirada de uma colmeia deve ser feita por profissionais treinados e equipados.

Por que as abelhas aparecem nas cidades?

O deslocamento de enxames pode ocorrer por diferentes razões, incluindo condições ambientais, disponibilidade de alimento e o próprio processo de reprodução das colônias.

Em períodos de calor intenso e mudanças nas condições ambientais, podem ser observados enxames em busca de novos locais para instalação. Em Mato Grosso, essa movimentação também chama atenção durante períodos de temperaturas elevadas e tempo seco.

Apesar do risco de acidentes, as abelhas são fundamentais para a polinização e desempenham papel importante na manutenção dos ecossistemas e na produção de alimentos.

Por isso, encontrar um enxame não significa que ele deva ser eliminado. A prioridade deve ser manter as pessoas afastadas e permitir que a retirada seja feita de maneira segura e adequada.

 

Confira as orientações oficiais do Governo Federal sobre prevenção e cuidados em situações envolvendo abelhas e enxames.