O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou na terça-feira (3) o quarto foco da doença de Newcastle em um estabelecimento avícola comercial de Nova Erechim, no oeste de Santa Catarina. O caso foi identificado em uma criação de perus durante as ações de vigilância realizadas na área de emergência zoossanitária, que já estava submetida a restrições sanitárias.
Com a nova confirmação, são quatro detecções desde a declaração da emergência na região. Os registros foram identificados nos municípios de Nova Itaberaba, Coronel Freitas e Nova Erechim, que teve duas ocorrências. O primeiro foco foi confirmado em 18 de outubro. Somado ao caso registrado no Rio Grande do Sul em julho de 2024, o episódio representa o quinto foco em produção comercial no Brasil desde aquele ano.
O Serviço Veterinário Oficial seguirá os protocolos de resposta, que incluem investigação epidemiológica, vigilância e medidas para conter a circulação do vírus. Segundo o Mapa, nos três primeiros focos, as providências sanitárias previstas foram adotadas e as propriedades envolvidas já estão em vazio sanitário, período em que permanecem sem aves para reduzir o risco de persistência da doença.

A doença de Newcastle é uma infecção viral contagiosa que atinge aves domésticas e silvestres. Dependendo da forma de manifestação, pode provocar sinais respiratórios e neurológicos, além de aumento da mortalidade. A enfermidade é de notificação obrigatória à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), o que exige comunicação e investigação das suspeitas pelas autoridades sanitárias.
Em Mato Grosso, o Instituto de Defesa Agropecuária (Indea-MT) também reforçou as orientações de prevenção nas propriedades rurais. O último registro da doença no estado ocorreu em 2006, em aves de subsistência no município de Lambari d’Oeste. Entre os cuidados recomendados estão o controle da entrada de pessoas e veículos, a higienização de instalações e equipamentos e a proteção de galpões, comedouros e bebedouros para impedir o contato das aves criadas com animais silvestres.
Produtores devem acompanhar diariamente as condições dos plantéis e comunicar imediatamente ao serviço veterinário oficial qualquer mortalidade fora do padrão ou sinal suspeito, como dificuldade respiratória, alterações neurológicas, diarreia ou queda repentina na produção de ovos. O Mapa também esclarece que o consumo de carne de aves e ovos provenientes de estabelecimentos submetidos à inspeção oficial permanece seguro, sem contraindicação para a população.
