Saúde em expansão

O governador e candidato à reeleição Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou nesta quarta-feira (16) que pretende concluir até o fim de 2027 os hospitais que estão em construção no Estado e avançar na estruturação das unidades para ampliar os atendimentos de média e alta complexidade.
Durante entrevista à TV Centro América, Pivetta citou os hospitais regionais de Juína, Confresa e Tangará da Serra, além do novo Hospital Universitário Júlio Müller, em Cuiabá. Segundo ele, as obras em andamento estão entre 70% e 80% concluídas e o governo já trabalha na aquisição de mobiliário e equipamentos necessários para colocar as unidades em funcionamento.
“Os que estão começados serão terminados até o final do ano que vem. Tem cerca de 70% a 80% das obras feitas. Estamos providenciando mobiliário e comprando os equipamentos”, afirmou.
As três unidades regionais fazem parte de um conjunto de novos hospitais planejados pelo Governo de Mato Grosso para ampliar a oferta de serviços no interior e reduzir a necessidade de deslocamento de pacientes para Cuiabá. Os projetos de Juína, Confresa e Tangará da Serra têm cerca de 18 mil metros quadrados cada e foram planejados para oferecer atendimento de média e alta complexidade.
Em maio deste ano, o Hospital Estadual do Araguaia Xingu, em Confresa, apresentava 60,22% de execução física, com previsão de conclusão até dezembro de 2026, segundo a Secretaria de Estado de Saúde. A unidade terá 111 leitos de enfermaria e 40 leitos de UTI, entre atendimento adulto, pediátrico e neonatal.
Já o novo Hospital Universitário Júlio Müller, construído em Santo Antônio de Leverger, é uma unidade distinta dos hospitais regionais. O complexo será vinculado à Universidade Federal de Mato Grosso e à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), com atuação voltada à assistência, ensino, pesquisa e formação de profissionais da saúde. Em março de 2026, a obra estava com 94% de execução.
Pivetta também citou o Hospital Central, em Cuiabá, como referência para o modelo de atendimento que pretende levar às demais unidades. O hospital foi entregue em dezembro de 2025 após uma obra que permaneceu paralisada por cerca de 34 anos e começou a receber pacientes em janeiro de 2026. A estrutura tem 287 leitos, sendo 96 de cuidados intensivos, além de dez salas cirúrgicas e serviços voltados à alta complexidade.
Segundo o governador, a estratégia é ampliar a capacidade do Estado para realizar procedimentos mais complexos dentro de Mato Grosso, evitando que pacientes precisem ser transferidos para outras regiões em busca de determinados tratamentos.
“O Estado de Mato Grosso, definitivamente, chamou para si a responsabilidade da alta complexidade. Estamos construindo e prestando serviços”, declarou Pivetta.
A promessa de concluir as unidades até o fim de 2027 foi apresentada pelo governador em contexto eleitoral e depende do andamento das obras, da aquisição dos equipamentos e da estruturação dos serviços necessários para o início efetivo dos atendimentos.