Carregando horário local…
Carregando clima local…
EUA 10 anos 4,73 ◆ 0,00%Petróleo bruto 84,75 ▲ 1,39%Ouro 4.099,60 ▼ 1,47%Euro 1,15 ▼ 0,09%

Notícias

Política

ELEIÇÕES 2026

Valdemar sela acordo com MDB e abre nova crise no PL de Mato Grosso

FOTO: Prefeitura de Cuiabá

 

A decisão veio de Brasília

 

A política de Mato Grosso ganhou um novo capítulo neste início de semana. O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, definiu que a legenda caminhará ao lado do MDB nas eleições estaduais de 2026, colocando oficialmente a deputada estadual Janaína Riva (MDB) no mesmo palanque do senador Wellington Fagundes (PL), pré-candidato ao Governo do Estado.

A decisão muda significativamente o desenho político que vinha sendo construído pelo partido nos últimos meses. Até então, durante a convenção estadual do PL realizada em julho, lideranças da sigla afirmavam publicamente que José Medeiros seria o único nome apoiado pelo partido para disputar uma das vagas ao Senado.

Mudança altera estratégia eleitoral

Com a nova composição, Wellington Fagundes permanece como candidato ao Governo de Mato Grosso, enquanto José Medeiros (PL) e Janaína Riva (MDB) passam a integrar a chapa como candidatos ao Senado.

A articulação atende um desejo antigo de Wellington Fagundes, que defendia a construção de uma aliança com o MDB. Entretanto, a proposta sempre encontrou resistência dentro do próprio PL, principalmente entre lideranças ligadas ao grupo político do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Resistência cresce dentro do partido

Logo após a confirmação da aliança, começaram a surgir reações de dirigentes e prefeitos do partido.

Segundo informações divulgadas nesta segunda-feira, cerca de 20 prefeitos filiados ao PL avaliam deixar a legenda em protesto contra a composição com o MDB. O movimento evidencia um desgaste interno que já vinha sendo observado nos bastidores da política estadual.

Entre os nomes que manifestaram insatisfação está o prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini.

Em uma publicação nas redes sociais, Abílio criticou a possibilidade de ser obrigado a apoiar partidos com os quais afirma não possuir alinhamento político.

“Se meu partido em Mato Grosso juntar com o PT por fidelidade partidária, tenho que apoiar o PT? Não esperem isso de mim! Ou me libera, ou tolera, ou expulsa. Com o PT e MDB eu não vou.”

A declaração aumentou a repercussão da crise e reforçou a divisão entre a direção nacional da legenda e parte das lideranças estaduais.

Valdemar reage

Nos bastidores, a direção nacional do PL tenta evitar um rompimento maior.

Informações divulgadas nesta segunda-feira apontam que Valdemar Costa Neto convocou prefeitos e parlamentares de Mato Grosso para uma reunião em Brasília, buscando diminuir a tensão provocada pela nova composição eleitoral.

Também circula entre lideranças do partido a informação de que a direção nacional poderá aplicar sanções disciplinares contra filiados que não respeitarem a decisão oficial da legenda, embora esse posicionamento ainda gere divergências internas.

O que muda para a eleição?

A decisão fortalece o projeto de Wellington Fagundes ao ampliar sua base política, mas também expõe um dos maiores rachas internos já registrados no PL de Mato Grosso desde o início da preparação para as eleições de 2026.

Além da resistência de prefeitos, parte da ala bolsonarista do partido demonstra desconforto com a aproximação do MDB, especialmente em municípios onde as duas legendas estiveram em lados opostos nas eleições municipais.

Nos próximos dias, a expectativa é que novas reuniões ocorram entre dirigentes nacionais e estaduais para tentar conter a crise e definir como será conduzida a campanha da chapa em Mato Grosso.

Selecione um conteudo para a previa no Elementor.