Tecnologia no campo

A BASF aposta em novas tecnologias para aumentar a produtividade do agronegócio brasileiro sem depender da abertura de novas áreas. O tema foi discutido durante o Top Ciência 2026, encontro que reuniu pesquisadores, consultores e especialistas para avaliar os desafios da agricultura nos próximos anos.
Entre as soluções apresentadas estão o Pavecto, novo ingrediente para fungicidas, e o NRS (Nematode Resistant System), tecnologia voltada ao desenvolvimento de soja resistente a nematoides.
O Pavecto utiliza uma molécula pertencente à classe das tetrazolinonas, criando uma nova alternativa para o controle de fungos e para o manejo da resistência aos produtos já disponíveis. A tecnologia tem previsão de chegar ao mercado brasileiro a partir de 2027, dependendo das aprovações regulatórias, e poderá ser utilizada em culturas como soja, algodão e milho.
Já o NRS busca combater os nematoides, organismos microscópicos presentes no solo que atacam as raízes e podem provocar perdas expressivas de produtividade. A Sociedade Brasileira de Nematologia estima prejuízos de cerca de R$ 35 bilhões por ano ao agronegócio brasileiro devido a esses organismos. A expectativa da BASF é disponibilizar a tecnologia até o fim desta década.
A estratégia apresentada pela empresa combina genética, proteção de cultivos, agricultura digital e conhecimento agronômico para melhorar o desempenho das lavouras.
Segundo a BASF, a companhia investe aproximadamente € 1 bilhão por ano em pesquisa e desenvolvimento no mundo. A avaliação discutida no Top Ciência é que a próxima etapa de crescimento do agro dependerá cada vez mais de tecnologia e manejo eficiente para produzir mais nas áreas já cultivadas, conciliando produtividade, rentabilidade e sustentabilidade.