Carregando horário local…
Carregando clima local…
EUA 10 anos 4,73 ◆ 0,00%Petróleo bruto 84,75 ▲ 1,39%Ouro 4.099,60 ▼ 1,47%Euro 1,15 ▼ 0,09%

Notícias

Brasil

AMOR BANDIDO

Batman não reinava sozinho: “missionária” tinha outro chefão na agenda

A história da missionária Rhavenna Barcelos de Almeida, investigada por suposta ligação com o Comando Vermelho, ganhou um novo capítulo neste domingo (13), após reportagem exibida pelo Fantástico, da TV Globo. O material revelou que, além do relacionamento já conhecido com Jonas Souza Gonçalves Júnior, o “Batman”, Rhavenna também mantinha um vínculo amoroso com Renildo Silva Rios, apontado pela Polícia Civil como um dos fundadores do Comando Vermelho em Mato Grosso.

A revelação acrescentou outro nome de peso à já controversa relação da missionária com integrantes da cúpula da facção. Segundo a investigação, Renildo, que está preso há mais de duas décadas, mantinha contato com Rhavenna e teria enviado a ela presentes de alto valor, incluindo joias e um veículo. O relatório também aponta que ela tinha conhecimento da posição ocupada por ele dentro da organização criminosa.

O relacionamento com Batman já havia aparecido como uma das principais linhas da Operação Fariseus. A polícia afirma que os dois mantinham contato mesmo depois de o criminoso romper a tornozeleira eletrônica e fugir para o Rio de Janeiro, em 2024. Mensagens analisadas pelos investigadores indicariam que Rhavenna sabia onde ele estava escondido e mantinha comunicação com o traficante.

A investigação também encontrou registros de viagens ao Rio de Janeiro, encontros com criminosos e imagens de ostentação. Entre os bens relacionados ao casal está um Porsche avaliado em aproximadamente R$ 600 mil, que, segundo a polícia, pertencia a Batman.

Mas o que mais chamou atenção na nova reportagem foi justamente a existência do segundo relacionamento. Renildo Silva Rios é descrito pela investigação como uma figura histórica do Comando Vermelho em Mato Grosso e aparece em documentos policiais como integrante da cúpula da organização. Registros anteriores do Judiciário também já haviam apontado Renildo, Batman e outras lideranças como nomes importantes da estrutura financeira e operacional da facção.

O relatório da Operação Fariseus também descreve uma relação que ia além do aspecto sentimental. Segundo a Polícia Civil, Rhavenna teria recebido dinheiro e presentes de integrantes da facção e utilizado estruturas empresariais para movimentação de recursos. A investigação aponta ainda que o projeto religioso “Resgatando Vidas”, ligado à família, teria sido utilizado para facilitar contatos entre presos e pessoas do lado de fora do sistema penitenciário.

Rhavenna foi presa preventivamente em julho, durante a Operação Fariseus, que investiga possíveis crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro, entre outras suspeitas. Segundo a Polícia Civil, a família teria usado a atividade de assistência religiosa em presídios para transmitir recados, movimentar valores e manter contato com integrantes do Comando Vermelho.

O Ministério Público denunciou Rhavenna, Orminda de Almeida e Renildo Silva Rios por organização criminosa e lavagem de dinheiro. O pastor Nivaldo de Almeida, pai de Rhavenna e também investigado na operação, morreu no início de setembro em decorrência de complicações de um câncer.

A defesa de Rhavenna nega as acusações e afirma que os fatos serão esclarecidos durante o processo. A defesa de Orminda também sustenta que ela não possui ligação com organização criminosa. Rhavenna, em depoimento à polícia, exerceu o direito de permanecer em silêncio.

Outras Notícias