Bateu na trave

Uma ação rápida do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) de Mato Grosso evitou que uma empresária sofresse um prejuízo de R$ 477 mil após ser vítima de um golpe envolvendo uma negociação em Cuiabá.
O caso chegou ao conhecimento da força-tarefa na manhã de 3 de setembro, por meio da delegada de polícia Angelina de Andrade Ferreira, integrante do Gaeco. A fraude envolveu uma negociação para compra e venda de um bem avaliado em R$ 517 mil.
De acordo com as informações apuradas, a vítima solicitou que outra pessoa realizasse a transferência do valor para a conta bancária indicada pelo suposto vendedor. O pagamento foi feito na tarde do dia anterior, mas somente no dia seguinte as envolvidas perceberam que haviam caído em um golpe.
Assim que recebeu a comunicação, o Gaeco acionou os setores antifraude das instituições financeiras envolvidas na operação. A mobilização permitiu bloquear grande parte do dinheiro antes que os criminosos conseguissem movimentar os valores.
Ao final da atuação, R$ 477 mil foram recuperados, quantia que foi devolvida à conta da vítima nesta semana. O valor corresponde à maior parte do montante transferido na fraude.
As vítimas também foram orientadas a registrar boletim de ocorrência e procurar a instituição financeira responsável pela conta de origem para solicitar o Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Pix, procedimento criado para auxiliar na recuperação de valores em casos de fraude, golpe ou crime.
O caso foi encaminhado à unidade policial competente, que deverá investigar como a fraude foi executada e identificar os responsáveis. Após a instituição financeira de destino confirmar que a conta utilizada na operação estava relacionada ao golpe, o banco também providenciou o encerramento da conta.
O Gaeco é uma força-tarefa permanente coordenada pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) e formada por integrantes da Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e do Sistema Socioeducativo.
A recuperação dos R$ 477 mil ocorreu graças à comunicação rápida do golpe e à atuação conjunta com os mecanismos antifraude das instituições financeiras, antes que os recursos fossem definitivamente retirados do alcance da vítima.