Aliança por um fio

O Partido Novo confirmou nesta quinta-feira (17) que enfrenta pressão interna para romper a aliança com o PL em Mato Grosso e retirar o apoio às candidaturas de Wellington Fagundes ao Governo do Estado e José Medeiros ao Senado. Segundo a direção estadual, o pedido foi apresentado por candidatos durante uma reunião realizada na segunda-feira (14) e está relacionado ao suposto descumprimento de acordos firmados para a campanha.
A legenda ainda não tomou uma decisão definitiva. Em nota assinada pelo presidente estadual do Novo, Rafael P. Lacovacci, o partido informou que pretende analisar as reclamações e conversar com o presidente estadual do PL, Ananias Filho, e com o candidato a vice-governador da chapa, Reinaldo de Morais, que é filiado ao Novo.
A crise ganhou força após reclamações sobre repasses financeiros previstos no acordo eleitoral. Conforme apuração publicada anteriormente, o entendimento envolveria R$ 2,5 milhões, divididos em três parcelas de R$ 1 milhão, R$ 750 mil e R$ 750 mil. A primeira teria sido paga, enquanto a segunda não teria sido repassada no prazo esperado. O Novo, porém, não confirmou oficialmente esses valores nem detalhou quais compromissos financeiros teriam sido descumpridos.
Nos bastidores, integrantes da legenda passaram a discutir alternativas caso o rompimento avance. Otaviano Pivetta (Republicanos) apareceu em apurações anteriores como uma das possibilidades avaliadas para um eventual novo alinhamento, embora a direção estadual não tenha anunciado apoio ao governador.
O Novo também descartou publicamente uma aproximação com Natasha Slhessarenko (PSD). Segundo a direção, existem “profundas incompatibilidades ideológicas” entre as legendas, e candidatos que decidirem apoiar a candidatura poderão ser submetidos a medidas internas.
Enquanto a direção do Novo analisa a situação, a aliança com Wellington permanece formalmente mantida. Uma eventual mudança dependerá das próximas reuniões e de uma decisão oficial da legenda.