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Os trabalhadores dos Correios entraram em greve por tempo indeterminado a partir das 22h desta quinta-feira (10), após rejeitarem a proposta apresentada pela empresa durante as negociações da campanha salarial. Em Mato Grosso, o sindicato da categoria também aprovou a paralisação.
A decisão veio depois de novas tentativas de negociação e mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST), mas as partes não chegaram a um acordo. Segundo a FINDECT, um dos principais pontos de conflito é o plano de saúde dos empregados, especialmente em relação ao modelo de custeio e às mudanças propostas pela empresa.
A proposta dos Correios havia avançado para um reajuste equivalente a 100% do INPC, de 4,35%, nos salários em 2026, com retroatividade a 1º de agosto, além de novo reajuste pelo INPC em 2027 e atualização de benefícios. Mesmo com esses avanços, a categoria rejeitou o acordo, principalmente pelas divergências envolvendo o plano de saúde.
Os Correios informaram que colocaram em funcionamento um Plano de Continuidade de Negócios para reduzir os efeitos da paralisação. Entre as medidas estão o remanejamento de equipes, reforço das atividades operacionais e ajustes logísticos para tentar manter a regularidade dos serviços.
A empresa afirma que buscou uma solução negociada durante as tratativas e apresentou uma proposta que contemplava a manutenção ou alteração de dezenas de cláusulas do acordo coletivo. Os Correios também defendem que a negociação precisa levar em conta a situação financeira da estatal.
A greve foi aprovada nas bases sindicais de praticamente todo o país. Até o fechamento do levantamento da FINDECT, 35 assembleias realizadas haviam aprovado a paralisação. No Acre, a votação estava prevista para esta sexta-feira (11).
A paralisação não tem prazo para terminar. O movimento poderá ser encerrado ou alterado após novas negociações e assembleias da categoria analisarem uma eventual proposta apresentada pelos Correios.