A casa virou alvo

Uma residência localizada em Pontes e Lacerda, a cerca de 440 quilômetros de Cuiabá, foi alvo de uma sequência de disparos de arma de fogo durante a madrugada desta sexta-feira (4). A Polícia Militar encontrou marcas de tiros no imóvel, além de um revólver calibre .38, munições, projéteis, uma porção de substância semelhante à maconha e parte de um colete balístico.
Apesar da quantidade de disparos, ninguém foi encontrado ferido ou morto no local.
A ocorrência foi registrada por volta das 4h10, na Rua Doutor Filo. Quando os militares chegaram, encontraram o portão de uma das residências entreaberto e vidros quebrados, aparentemente atingidos pelos tiros.
O proprietário do imóvel apareceu posteriormente e informou que a casa estava alugada para um homem identificado pelas iniciais P.H.D.M., que, segundo ele, trabalharia como garimpeiro.
Durante a primeira vistoria, os policiais encontraram sinais de que a residência havia sido atingida diretamente.
Havia marcas de disparos no portão, na porta de vidro e em uma janela da cozinha. O vidro da porta estava quebrado e havia diversos vestígios de munição espalhados pela região.
A PM iniciou buscas nas proximidades para tentar encontrar os responsáveis pelo ataque.
Enquanto a equipe ainda trabalhava na ocorrência, surgiu uma segunda denúncia informando que novos disparos estariam acontecendo na Rua Nilza Costa Ferreira, nos fundos de uma academia.
Os policiais foram até o ponto indicado, mas não encontraram suspeitos nem vestígios que confirmassem a nova ocorrência.
Antes de deixar a região, os militares encontraram uma mochila preta abandonada.
Dentro dela havia uma sacola contendo uma substância identificada inicialmente como semelhante à maconha e uma capa de colete balístico, com a parte frontal da proteção.
O material foi recolhido e passou a integrar a ocorrência.
A PM não informou, inicialmente, quem seria o proprietário da mochila nem confirmou se os objetos tinham relação direta com os disparos contra a residência.
Depois de retornar à Rua Doutor Filo, a equipe fez uma busca mais detalhada nas imediações da casa.
Os policiais localizaram um revólver calibre .38, acompanhado de seis munições: quatro já deflagradas e duas intactas.
Também foram recolhidas diversas munições de pistola, parte delas intacta e outra parte já deflagrada, além de projéteis encontrados no local.
O conjunto encontrado levantou ainda mais dúvidas sobre o que havia acontecido naquela madrugada, já que a polícia encontrou não apenas os vestígios dos disparos, mas também arma, munições, droga e equipamento de proteção balística.
| Item | Situação |
|---|---|
| Revólver | Calibre .38 |
| Munições do revólver | 4 deflagradas e 2 intactas |
| Munições de pistola | Intactas e deflagradas |
| Projéteis | Localizados no imóvel |
| Droga | Substância semelhante à maconha |
| Colete | Capa de colete balístico |
| Celular | Apreendido |
| Documentos | Encontrados em nome de R.V.G.P. |
Além da arma e das munições, os policiais localizaram um aparelho celular e documentos pessoais em nome de R.V.G.P.
Entre os documentos havia cartão do SUS e cartão de vacinação.
O nome, porém, não corresponde ao homem identificado pelo proprietário como o responsável pelo aluguel do imóvel. Por isso, a Polícia Civil deverá verificar quem é a pessoa relacionada aos documentos e qual eventual ligação ela possui com a residência e com o ataque.
Até o momento, não há confirmação pública de que R.V.G.P. tenha participação nos disparos.
O proprietário da residência compareceu ao endereço após a ocorrência e informou aos militares que o imóvel havia sido alugado para P.H.D.M., descrito por ele como garimpeiro.
A informação sobre o ocupante passa a ser relevante para a investigação, principalmente porque a residência foi diretamente atingida pelos tiros e porque diversos materiais foram encontrados nas proximidades.
Ainda não está esclarecido se o ataque tinha como alvo o morador, outra pessoa que estivesse no imóvel ou se os disparos ocorreram em circunstâncias diferentes.
Também não há informação de que o garimpeiro estivesse dentro da residência no momento dos tiros.
Apesar dos vários disparos, a PM não encontrou vítimas no endereço.
A equipe isolou a área e comunicou a Polícia Civil, que ficará responsável pela investigação.
Os materiais apreendidos foram encaminhados para a delegacia e poderão ajudar a identificar os envolvidos e esclarecer a dinâmica da ocorrência.
Segundo as informações iniciais, não houve necessidade de atendimento médico no imóvel e nenhum suspeito havia sido preso até a divulgação das primeiras informações sobre o caso.
Agora, a investigação deverá responder às principais perguntas deixadas pelo ataque: quem efetuou os disparos, por que a residência foi escolhida como alvo e qual a relação entre a casa, o morador e os materiais encontrados.
A presença de um revólver com munições deflagradas, cartuchos de pistola, projéteis, droga e uma capa de colete balístico será analisada pela Polícia Civil.
Também deverá ser verificado se a mochila encontrada nas proximidades pertence a algum dos envolvidos e se o segundo chamado sobre tiros na Rua Nilza Costa Ferreira possui ligação com o primeiro ataque.
Por enquanto, a única certeza é que uma casa foi alvejada durante a madrugada e terminou cercada de vestígios de uma ocorrência ainda cheia de perguntas.